A dor é um dos primeiros sinais de que algo não vai bem com o corpo, mas em algumas situações, ela interfere negativamente e de forma direta na qualidade de vida de homens e mulheres. Segundo a Associação Brasileira de Cuidados Paliativos, a lombalgia é responsável por 30% a 40% das dores crônicas que afligem os brasileiros.
Vários fatores influenciam para o acometimento deste tipo de dor, desde processos patológicos a problemas relacionados à postura ou estresse. O tratamento, na maioria dos casos é medicamentoso com analgésicos, anti-inflamatórios, relaxantes musculares, ou injeções epidurais. Entretanto, estudos científicos têm mostrado a eficiência de outros métodos terapêuticos tanto para o tratamento quanto para prevenção, é o caso do Shiatsu, que trata-se de uma técnica de massagem corporal japonesa, que quer dizer “pressão dos dedos” (shi=dedos, atsu = pressão), cujos princípios são baseados na Medicina Tradicional Chinesa (MTC), usando dos pontos da acupuntura como locais da aplicação de pressão, para prevenção de doenças, promoção, recuperação e manutenção da saúde.
A sua aplicação não constitui em procedimento invasivo, nem faz uso de substâncias farmacológicas, visa sempre a homeostasia das funções corpóreas, a cura ou o alívio da dor se dá pela ação fisiológica do organismo, em resposta ao acionamento de um ou mais pontos, que irão agir no sistema responsável pelo mecanismo de supressão da dor, um dos princípios mais importantes utilizado pelo Shiatsu é o cuidado do indivíduo como um todo, tratando o doente, não a doença e agindo na causa, não apenas do sintoma.
O Shiatsu foi reconhecido oficialmente em 1964, pelo Governo Japonês como terapia, onde faz parte da rotina de empresas, hotéis, hospitais, clínicas, dentre outras instituições.
Compreende-se que tratar um paciente com lombalgia sem o uso de medicamentos trata-se de um desfio, mas o que este estudo propõe é a análise dos diferentes estágios e causas das queixas álgicas, para que o Shiatsu possa ser incorporado ao tratamento como técnica complementar segura e eficaz, ou na prevenção de possível evolução de um estado agudo para a cronicidade, agravando e dificultando o seu tratamento, além de proporcionar ao paciente uma opção terapêutica onde o “toque” aproxima o paciente e seu cuidador, pois além do conhecimento técnico-científico, o Shiatsu demanda de muita sensibilidade por parte de quem o pratica.
PALAVRAS CHAVES: Shiatsu, Lombalgia, Dor, Terapias Complementares.
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